terça-feira, 6 de junho de 2006

 

O Dia da Besta



Hoje é dia 6-6-6.

Ao longo dos tempos foi nascendo um pouco por toda a parte um estranho temor reverencial pelo número 666, com origem certamente na famosa passagem da Bíblia (Apocalipse 13:18) e no significado místico e satânico que lhe é atribuído:

«Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, porque é o número de um homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis».

E pronto: bastou uma passagem bíblica de significado duvidoso e o velho costume das pessoas de tentarem encontrar à força um padrão de relacionamento entre as coisas ou entre acontecimentos, por mais arbitrários ou aleatórios que sejam, para um simples número ganhar fama universal de demoníaco.
E ao mesmo tempo de estar de alguma forma ligado ao «Fim dos Tempos», o que, como toda a gente sabe, está cada vez mais próximo e do qual só Deus nos pode salvar.

Por isso, neste dia tão carregado de significado, nada melhor para o celebrar condignamente e realçar a sua importância do que citar Bertrand Russel:

«A religião baseia-se, penso eu, principalmente e antes de tudo, no medo.
«É, em parte, o terror do desconhecido e, em parte, o desejo de sentir que se tem uma espécie de irmão mais velho que se porá de nosso lado em todas as nossas dificuldades e disputas.
«O medo é a base de toda essa questão: o medo do mistério, o medo da derrota, o medo da morte.
«O medo é a fonte da crueldade e, por conseguinte, não é de estranhar que a crueldade e a religião tenham andado de mãos dadas.
«Isso porque o medo é a base dessas duas coisas».




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